quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
GRAVURA
Na casa ausente
O relógio entorpecido
Todos dormem.
No jardim, as daninhas
se perpetuam
Nem os antepassados vagam
mais pelos cantos.
A janela em ruínas
é o retrato indelével
da gravura desbotada
dos nossos dias.
sábado, 10 de novembro de 2012
EPITÁFIOS MODERNOS
Um papel, uma caneta
Uma ou outra palavra dispersa
Ausência.
Equilibrar-se em versos
Derradeiros epitáfios modernos.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
ODE AO URUBU-REI
I
Urubu-rei, malandro
Pousado no nunca
Urubu-incerto, perto daqui
Pousado no muro
Urubu-espanto, adormecido
Aguardando as horas
se precipita
Urubu-frágil, como a tarde.
II
Ou nem tão frágil assim, talvez irreal
És o mesmo que sobrevoou Canudos
(outros fronts pelos tempos afora)
E que agora aguarda silencioso.
III
Um urubu na tarde apenas
Uma outra pena
Da ave certa, certeira, rapina
És o agouro no voo
mais leve.
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